Um pouco de história

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Entrevista com Jaekel Souza, comandante do CBVJ está à frente do corporação voluntária mais antiga do Brasil – Por Bruno Ribeiro

Fundado por imigrantes alemães em 1892, o Corpo de Bombeiro Voluntários de Joinville (SC) é uma instituição pioneira no Brasil. À época, a joia para a admissão de sócios foi fixada em 1$00 (um conto de réis) e a mensalidade em 2$ (dois contos de réis). Os primeiros exercícios de combate a incêndio foram feitos no campo de esporte da Sociedade Ginástica e, em 1893, a corporação recebeu a primeira bomba manual para extinção de incêndios da cidade, adquirida na Alemanha.

O primeiro combate a incêndio ocorreu no dia 11 de fevereiro de 1895, na residência do senhor Carlos Schneider. Desde então, tornou-se uma atividade corriqueira, já que era comum as chamas consumirem as inúmeras construções de madeira da época.

Atualmente, os bombeiros voluntários de Joinville atendem os quase 600 mil habitantes do município em demandas diversas, sob o comando de Jaekel Souza, que integra o grupo desde 1999, tendo passando por todas as funções dentro da corporação. “Tornei-me bombeiro aos 22 anos, após deixar a carreira técnica em uma empresa multinacional da cidade, onde também atuei como chefe da brigada de emergência. Em 2010 assumi o cargo de Subcomandante, ficando até o dia 1º de janeiro de 2015, quando assumi o comando da corporação”, conta.

Aos 38 anos de idade, casado e pais de dois filhos, Jaekel é natural de Joinville. Formado em gestão ambiental e pós-graduado em gestão de crise e desastres, realizou também diversos outros cursos de capacitação na área de combate a incêndio e desastres naturais.

Em entrevista exclusiva a Incêndio, o comandante falou sobre a estrutura e história da corporação e sobre seus maiores desafios e conquistas.

Conte-nos um pouco da história do CBVJ.
No dia 13 de julho de 1892  um grupo de imigrantes se reuniu para mudar uma  situação em que, por ação do fogo, muitas famílias perdiam seu trabalho,  suas casas e ranchos de madeira, bem como tinham suas vidas e a de seus entes queridos colocadas em risco. Nos primeiros encontros para a formação do Corpo de Bombeiros Voluntários já ficava visível uma das marcas do caráter do imigrante: a cooperação mútua e o associativismo. Assim como as sociedades culturais e esportivas já existentes, surgia uma organização para fazer frente às necessidade do meio em defesa da vida. Sob o lema “Um por todos e todos por um” e “Em nome de Deus e em defesa do próximo”, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, com o seu pioneirismo e mantendo o ideal dos seus fundadores, é o mais antigo do Brasil. São 123 anos de serviços ininterruptos, contando com o auxílio de modernos equipamentos que oferecem tecnologia para os trabalhos de combate ao fogo, atendimento pré-hospitalar,  resgates e operações de busca e salvamento. Seja nas rotinas diárias ou no apoio a calamidades, a corporação  atua sempre na preservação da vida, do meio  ambiente e do  patrimônio das pessoas e instituições.  Ao lado da atuação em defesa da vida, o CBVJ tem forte senso de responsabilidade social, com iniciativas como o projeto Bombeiros Mirins, com mais de 25 anos de atividade, o Museu Nacional dos Bombeiros e a Banda de Música, com mais de oitenta integrantes.

Qual a estrutura atual do CBVJ?
Atualmente, a corporação conta com mais de 1.500 bombeiros, entre efetivos remunerados (representa 7%), voluntários e brigadistas das empresas privadas, que podem ser acionados em casos mais extremos. Contamos  com 10 unidades (quartéis) de atendimento, sendo uma administrativa e uma de comunicação, que integra no mesmo ambiente o atendimento telefônico de emergência do bombeiro voluntário (193), da Polícia Militar (190) e do SAMU (192), o que proporciona otimização de recurso e agilidade nos atendimentos. Temos também outras oito unidades operacionais instaladas nos principais pontos da cidade, atuando de forma eficaz no combate a incêndios, resgates em acidentes de trânsito, busca, salvamentos e apoio diversos à comunidade.

Como está equipado o CBVJ?
A Corporação possui hoje 39 veículos distribuídos em unidades operacionais descentralizadas. Entre eles, carros de combate a incêndio modelo auto bomba tanque, ambulâncias para atendimento hospitalar, caminhões tanque, escada Magirus com alcance de 32 e 36 metros, veículos de apoio administrativos e uma plataforma elevatória com alcance de 54 metros, sendo a única plataforma com estas características nos três estados do Sul.

 

Leia a entrevista na íntegra em Incêndio – edição 120

1 Comentário
  1. Lisias Sellmer diz

    Boa tarde,
    Agradeço muito se puder informar os nomes deste grupo de imigrantes que fundou o corpo de bombeiros de Joiville.
    Atenciosamente
    Lísias Sellmer

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