Pesquisa realizada no Sesc Pantanal identifica impactos na fauna da região atingida pelas queimadas

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Considerada a maior do país, com 108 mil hectares, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN Sesc Pantanal), localizada no município de Barão de Melgaço, em Mato Grosso, recebe uma série de estudos históricos para identificar os impactos na fauna pantaneira atingida pelas queimadas deste ano.

A reserva, que teve 90% da sua área comprometida em meio aos 4 milhões de hectares queimados no Pantanal, passará por um estudo de 12 meses que irá comparar espécies e contribuir para ações de adaptação e regeneração na área.

O estudo é realizado com o apoio do aplicativo Sistema de Informação em Saúde Silvestre – SISS Geo, da Fiocruz. O recurso levanta informações sobre animais, sua localização, características do ambiente e também registros fotográficos das áreas atingidas.

A pesquisa é conduzida pelo Grupo de Estudos de Vida Silvestre (GEVS), composto por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fiocruz, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Museu Nacional do Rio de Janeiro. O estudo também conta com o apoio de guarda-parques e brigadistas do Sesc Pantanal para o enriquecimento da pesquisa a partir da troca de experiências para a qualificação de dados.

Ao final do levantamento, os pesquisadores estimam encontrar soluções que minimizem os impactos das queimadas na biodiversidade, comunidades e propriedades privadas, e que nos próximos anos a devastação não tome mais uma vez a proporção atual no bioma pantaneiro.

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