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Metade dos prédios de São Paulo são anteriores às regras anti-incêndio

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Dos 53 mil edifícios do estado de São Paulo, 24,7 foram construídos em 1974, antes da tragédia do Joelma, ou seja, anteriormente às novas normas de prevenção a fogo. Prédios erguidos antes da entrada em vigor das regras de 1974 precisam passar por adaptações por possuírem estruturas mais frágeis em relação às construções recentes.

Até o ocorrido no Joelma, uma especificação do Corpo de Bombeiros exigia, desde 1961, somente hidrantes e extintores sinalizados. Uma semana depois da tragédia, a prefeitura de São Paulo publicou, em forma de decreto, o primeiro conjunto mais extenso de normas que definiam equipamentos de segurança contra incêndio em novos prédios.

O decreto assinado por Miguel Colasuonno estabeleceu critérios para localização de escadas e saídas de emergência, distância máxima entre hidrantes e quanto tempo paredes, pilares e colunas precisam resistir ao fogo. Além disso, prédios com mais de 35 metros teriam que ter um heliponto.

Além disso, novas normas surgiram determinando mudanças nas questões estruturais dos edifícios. Mas, devido ao modo como foram construídos nem todas as mudanças puderam ser atendidas.

Segundo Valdir Pignatta, professor da Universidade de São Paulo (USP), “estruturalmente, é quase impossível adaptar. Os edifícios de concreto armado têm armaduras de aço dentro dos pilares e vigas, e a legislação de hoje exige que determinada dimensão dessas peças para resistir a incêndios”.

Por serem caras, os condôminos resistem as adequações.”A segurança fica em segundo plano. O pessoal prefere investir em estética”, afirma Aldo Busuletti, síndico que administra mais de 70 prédios em São Paulo.

 

 

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