Dois meses depois, a vegetação do Cerrado começa a se recuperar de um dos maiores incêndios na década

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Em setembro, as queimadas destruíram 54 mil hectares na Chapada dos Veadeiros e no Parque Nacional das Emas, localizados em Goiás (GO), na região Centro-Oeste. Agora, dois meses depois, o Cerrado está mostrando a sua capacidade de regeneração.

De acordo com Mercedes Bustamante, professora de Ecologia da Universidade Brasileira (UnB), em uma entrevista para o Jornal Nacional, da TV Globo, esse renascimento da vegetação faz parte de um processo conhecido como resiliência, ou seja, a habilidade de retomada após um distúrbio. Porém, ela ressalta que essa capacidade possui limites, pois nem todas as plantas são resistentes ao fogo da mesma forma.

Quando as queimadas acontecem por fatores naturais, como na época de chuvas, o calor ajuda na germinação das sementes, pois a própria natureza se encarrega de apagar as chamas. Porém, esse não foi o caso do incêndio que atingiu a Chapada dos Veadeiros, que foi causado pelo homem bem na temporada da seca.

Com o passar do tempo, o fogo vem fazendo com que a natureza tenha dificuldade para se recuperar sozinha. Segundo um levantamento feito pela ONG World Wildlife Fund (WWF), desde a década de 1970, o bioma já perdeu 50% da cobertura original, sendo grande parte disso por conta de queimadas recorrentes. Em alguns locais, por exemplo, brigadistas ainda trabalham para o remanejamento de uma vereda atingida por um grande incêndio, que aconteceu há quatro anos atrás.

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