Rede Nacional de Brigadistas Voluntários participa de curso sobre “Determinação da Origem e Causa dos Incêndios Florestais”

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Em maio deste ano, o US Forest Service, Serviço Florestal dos Estados Unidos, em parceria com o IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), promoveu o curso internacional virtual “Determinação da Origem e Causa dos Incêndios Florestais” para os corpos técnicos das duas instituições. E, pela primeira vez, dois integrantes da Rede Nacional de Brigadistas Voluntários (RNBV) participaram a convite dos norte-americanos.

Para Anderson Freitas, diretor Técnico Científico da Brigada B1 de Minas Gerais, a importância dos brigadistas conhecerem as técnicas de identificação das causas de um incêndio florestal faz com que estejam mais bem preparados para a proteção do local do início das chamas. “Nós sempre somos os primeiros a chegar ao local do incidente”, lembra. “E se soubermos exatamente o que precisa ser protegido para o trabalho da perícia garantimos que alguma evidência de possível ato criminoso seja destruído”.

Freitas, que participou do curso pela RNBV juntamente com a presidente da Brigada de Alter do Chão, Francisca Eloide Lima Chaves, quer multiplicar o que aprendeu para as brigadas que integram a Rede. “Nós dois estamos preparando um material para distribuir aos demais brigadistas”, garante.

Além disso, Freitas, que também é instrutor em cursos e treinamentos do PrevIncêndio – Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, órgão da Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais, planeja incluir as informações do curso de “Determinação da Origem e Causa dos Incêndios Florestais” em suas apresentações.

Busca das causas do fogo

Conforme o ICMBio, a investigação da origem e causa de um incêndio florestal consiste na realização de um levantamento criterioso de informações numa área afetada pelo fogo visando determinar a origem do incêndio e, eventualmente, se a causa é acidental, natural ou criminosa. Estabelecer a causa, afirma o órgão, é essencial para garantir que eventos semelhantes não ocorram naquelas situações onde não há uma intenção deliberada, além de ser uma informação estratégica para subsidiar processos administrativos e criminais, podendo agregar importantes elementos nos autos de infração ambiental.

Na realização da investigação podem ser identificadas as causas do incêndio; o seu desenvolvimento, propagação e os fenômenos a este relacionados; suas consequências; e o próprio nível de efetividade das medidas adotadas para seu enfrentamento. Somente o estudo sistemático e metodológico dos incêndios florestais indicará a melhor forma de preveni-los, reforçando a importância e a imprescindibilidade da atividade investigativa/pericial.

Freitas lembra que o contou com instrutores do US Forest Service, ICMBio e IBAMA. Além de servidores do ICMBio, o curso integrantes da FUNAI, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado de Goiás.

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