Pela primeira vez na história do litoral gaúcho, guarita é comandada somente por guarda-vidas mulheres

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Decorada com placas em amarelo e cor-de-rosa, flores e corações, uma faixa de areia em Arroio do Sal ganhou um toque feminino. A guarita 39 foi especialmente paramentada pelas duas mulheres socorristas que atuam por lá, fato inédito na história da corporação. O feito é marcante, uma vez que, em anos anteriores, a escala intercalava as profissionais sempre com homens — ou tinha exclusivamente uma equipe masculina —, cultura que vem sendo modificada.

Sempre buscando a confiança do efetivo e dos veranistas no dia a dia, as socorristas Tatiane Purper Reis e Lahís Trois Schultz, ambas com 31 anos, tem recebido um tratamento excepcional do público. Elas acreditam que, com o tempo, ninguém mais duvidará da capacidade da mão-de-obra feminina na atividade, uma vez que elas enfrentaram o mesmo nível de estresse, físico e psicológico do que os homens nos treinamentos, e se mostraram plenamente capacitadas.

Além da dupla, outra militar feminina rompe barreiras na equipe. Tairine Azambuja, 30 anos, atua como bombeira no município de Taquara, no Vale do Paranhana, e é a única condutora de quadriciclo no Litoral Norte. No quartel em que atua há apenas quatro mulheres e 18 homens. Apesar de o número ser 4,5 vezes menor, o seu batalhão é proporcionalmente mais diverso do que o efetivo de guarda-vidas na operação verão: dos cerca de 1,2 mil socorristas, há somente 30 do gênero feminino, ou 2,5% do efetivo total.

Uma quarta militar se uniu ao trio, a soldado Caroline Rodrigues, 31 anos. Ela atua na guarita 30, ao lado de outros homens. Ela acredita que o exemplo das colegas pode servir de inspiração para que haja mais procura pela formação. O quarteto que zela pelos veranistas, deixa claro que busca olhar para o futuro, e não se preocupa em discutir a discriminação sofrida no passado.

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