Museu do Homem do Nordeste investe em segurança contra incêndios e acessibilidade

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Para evitar tragédias como a que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em 2018, o Museu do Homem do Nordeste (Muhne), em Recife, está instalando um sistema de combate a incêndios. A intervenção servirá também para adequar o espaço cultural às necessidades de acessibilidade.

O plano de prevenção e combate a incêndios está sendo implantado nos edifícios Gil Maranhão, sede do Muhne, e Saturnino Gonçalves, onde fica o setor administrativo e a reserva técnica, ambos no campus Casa Forte da administradora do museu, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

“Deixar o museu tecnicamente adequado tanto na questão da prevenção e combate a incêndios como da acessibilidade é uma vitória. Todo museu tem esse sonho. O Muhne segue sempre em busca de novas conquistas. Todos os quesitos legais serão cumpridos para garantir a segurança do acervo e do público”, afirma o coordenador-geral do Muhne, Frederico Almeida.

As intervenções na área de exposição do térreo devem ser concluídas até dezembro. Nas demais áreas (reserva técnica e primeiro andar do Edificio Gil Maranhão) terminarão em janeiro de 2021.

O Museu tem um acervo de 15 mil peças, sendo mil na exposição permanente e as outras 14 mil guardadas na reserva técnica. Para a realização das obras no Edifício Gil Maranhão, a exposição de longa duração do Muhne foi desmontada, as peças foram transferidas para a reserva técnica e painéis e vitrines do local receberam proteção especial.

“Na segunda quinzena do mês de julho, iniciamos os trabalhos de desmontagem da exposição tomando todos os cuidados necessários. Nessa primeira parte, vamos instalar a caixa d’água de 25 mil litros, as mangueiras e os detectores de fumaça”, explica o coordenador de Museologia do Muhne, Albino Oliveira.

No Edifício Saturnino Gonçalves – que passará por instalação hidráulica para o sistema de sprinkler e colocação dos sensores de fumaça –, as peças da reserva técnica, composta por nove salas, serão deslocadas antes do início das obras.

“Vamos retirar todas as peças do espaço. Será um trabalho minucioso, que requer muita atenção e cuidado porque envolve boa parte do acervo do museu, mas a readequação é necessária”, diz Oliveira.

O sistema de prevenção de incêndios inclui sinalizações de rotas de fuga, sensores de fumaça, caixas d’água e mangueiras. Já o projeto de acessibilidade contará com maquetes eletrônicas, réplicas das peças que permitam o toque dos visitantes e audiodescrição em todo o circuito do museu, além de treinamentos de libras para monitores.

Com as intervenções, o Muhne reabrirá parcialmente à medida que as instalações dos sistemas forem avançando. Além disso, a coordenação-geral do museu montou um plano de reabertura com os cuidados exigidos pela pandemia da Covid-19.  A meta é reabrir o espaço expositivo até dezembro.

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