Incêndios recentes reforçam a importância do cuidado no manejo do fogo em áreas rurais

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Os grandes e recentes incêndios florestais no Brasil, possivelmente deflagrados em fazendas, intensificaram em muitas pessoas dúvidas sobre a legalidade do uso do fogo no campo. As regras variam, e é importante respeitá-las, além de utilizar o bom senso, para evitar desastres ambientais.

Há décadas as queimadas controladas são utilizadas em muitas regiões do Brasil, como instrumento de manejo agropecuário. O objetivo é eliminar restos de vegetação, renovar o pasto, debelar pragas ou produzir forragens para animais. Para utilizá-las, fazendeiros devem solicitar licença aos órgãos ambientais, que também determinam regras a serem seguidas.

Pode ser necessário respeitar certas condições climáticas e estabelecer zonas de contenção para evitar a propagação do fogo. Portanto, é fundamental sempre consultar as autoridades para evitar infrações e acidentes. E ter uma clareza: há diferenças entre o fogo de manejo agropecuário, o fogo pós-desmatamento (para limpar áreas) e os incêndios florestais, geralmente decorrentes de descontrole das situações anteriores.

O fogo controlado é uma tradição no Pantanal, porém não é tolerado na Amazônia. Nas áreas de floresta tropical, as propriedades rurais podem lançar mão de outras técnicas de manejo, seguindo sistemas integrados ou sustentáveis, como os das ecoflorestas, para abolir o uso das queimadas.

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