Incêndios por acidentes elétricos em obras são raros, mas não devem ser descartados

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Acidentes elétricos raramente provocam incêndios nos canteiros de obras do país. Das 12 ocorrências no primeiro semestre deste ano, nenhuma levou à propagação de fogo. E das 35 registradas em 2020, apenas uma, no Rio Grande do Sul, iniciou um incêndio – felizmente sem vítimas, de acordo com dados da Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade). Nem por isso, é claro, o risco deve ser negligenciado pelos profissionais da construção civil.

Edson Martinho, da Diretoria Executiva da Abracopel, explica que a prevenção a incêndios causados por acidentes elétricos é feita seguindo os cuidados contra choques – estes, sim, não tão raros nas obras. “A maioria dos casos se relaciona à falta de cuidado com os condutores e tomadas, ao uso de extensões de má qualidade e à ausência do dispositivo de proteção DR (Diferencial Residual), que, se instalado, garante o desligamento instantâneo do circuito na ocorrência de uma anomalia”, explica o profissional. Segundo ele, qualquer equipamento alimentado por energia maior do que 50 volts deve ser ligado a um DR ou estar ligado em circuitos com disjuntores ou fusíveis.

Martinho repassa que o número de acidentes tem caído graças a treinamentos e esforços de conscientização dos trabalhadores por construtoras e empreiteiras, principalmente as de grande porte. “Elas realmente têm se esforçado para orientar, criar procedimentos e outras formas de mitigar os riscos. A proteção coletiva, como a desenergização para a realização de qualquer serviço de natureza elétrica, é fundamental”.

O representante da Abracopel lembra ainda que os produtos elétricos utilizados na construção civil, de qualidade reconhecida, já apresentam os requisitos necessários de segurança para evitar acidentes com incêndios. “O problema está na forma de utilização. Além de usarmos produtos seguros, devemos aplicá-los sempre de forma correta”, observa Martinho.

Fora dos canteiros de obras, porém, o quadro inspira preocupações. Os números do primeiro semestre revelam uma tendência de alta nos incêndios provocados por sobrecarga elétrica. Eles totalizaram 288 casos nos primeiros seis meses do ano, provocando 23 mortes e superando os 287 verificados no mesmo período em 2019 (28 mortes). No primeiro semestre de 2020, a estatística havia recuado para 260 acidentes com 9 mortes. Segundo a Abracopel, as instalações elétricas estão ficando desatualizadas, colocando pessoas em risco.

Mais informações podem ser acessadas aqui: [LINK: https://abracopel.org/blog/abracopel-publica-uma-previa-dos-dados-de-acidentes-de-origem-eletrica-em-2021/]

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