IAC estima investimento de R$ 690 milhões em ações de combate a incêndios em lavouras de cana no país

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Estudo realizado pelo Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, aponta que foram investidos cerca de R$ 690 milhões em ações de combate aos focos de incêndio em todas as unidades de cana do Brasil. O objetivo do estudo, publicado pelo jornal Diário da Região de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, é o de dimensionar o investimento que se faz na produção de cana-de-açúcar, e assim, combater ou prevenir os incêndios nas plantações.

O setor foi ouvido no período entre 28 de setembro e 5 de outubro do ano passado. A cana-de-açúcar é uma cultura perene, que fica exposta o ano inteiro no campo e acaba sendo atingida por ações de fogo, muitas vezes criminosas, e que interferem nas operações agrícolas. De acordo com o IAC, dentre todas as culturas, a cana-de-açúcar vem sendo uma das mais prejudicadas com os focos de incêndios.

As amostras totalizaram 3,3 milhões de hectares de área cultivada, isto é, um terço da área total de cana no Brasil. Os riscos de incêndios em canaviais são considerados importantes para os investimentos que o setor realiza. A cada ano, de acordo com os pesquisadores, o tempo seco tem causado prejuízo para o produtor, o que mostra a importância dos dados para todo o setor.

De acordo com levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), no estado de São Paulo, 150 mil hectares de cana-de-açúcar, o equivalente a 3% de lavouras da região Centro-Sul, foram atingidos pelos focos de incêndio na safra 2020-2021. E nos últimos anos, o setor já investiu mais de R$ 4 bilhões na aquisição de equipamentos que visam o combate e a prevenção de incêndios nos canaviais.

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