Em relatório, Senado recomenda brigadas permanentes para combate a incêndios no Pantanal

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A comissão externa do Senado criada em resposta às queimadas no Pantanal encerrou suas atividades em dezembro. Foram dois meses de audiências públicas e diligências que resultaram em um relatório com uma série de recomendações ao governo federal. Entre elas, a criação de brigadas de incêndio permanentes na região, bem como de reservatórios de água, o estabelecimento de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e a criação do Conselho do Pantanal — a exemplo do que já ocorre na Amazônia.

O ano de 2020, vale destacar, foi o que teve mais registros de fogo no Pantanal desde o fim da década de 90, quando o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou. De janeiro a novembro, foram registrados 21,4 mil focos de calor, mais que o dobro na comparação com o ano passado. Segundo monitoramento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), quase 30% do bioma foi consumido pelas chamas.

Para Nelsinho Trad (PSD-MS), relator da comissão no Senado, os incêndios podem ser atribuídos a fatores ambientais, mas a ação humana foi decisiva, especialmente pela expansão da pecuária extensiva, com “tecnologias incompatíveis com o bioma”.  Segundo ele, foi observado um aumento da temperatura média de 1 a 1,5 grau e, em 2019, um período de precipitação muito inferior ao normal, que ocasionou a entrada da seca sob um volume hídrico abaixo do desejado.

“De tudo, o que mais me deixou emocionada foi ver do helicóptero a devastação do nosso Pantanal, na região de Corumbá. Também fiquei muito tocada com as manifestações de solidariedade das pessoas que tentavam recuperar os animais feridos e o trabalho árduo dos brigadistas”, afirmou Simone Tebet (MDB-MS), uma das parlamentares que também compuseram a comissão.

O documento foi entregue ao ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Antes, o relatório da Câmara dos Deputados também havia sido concluído, no qual, de forma semelhante, foram listadas como razões para as queimadas as condições climáticas, ações humanas criminosas e “condutas estatais, no mínimo, ímprobas”.

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