Ciência reconhece eficácia dos saberes ancestrais indígenas para evitar incêndios florestais

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A ciência reconhece o próprio fogo como solução para os incêndios que se espalham pelos diferentes biomas brasileiros, ameaçando a biodiversidade e agravando as mudanças climáticas com a liberação de gases de efeito estufa na atmosfera. E esse sistema não é novo. É conhecido há séculos pelos indígenas brasileiros. O site eCycle publicou um texto que mostra que há muito tempo os povos originários sabem que quando utilizado de maneira controlada e monitorada, nos lugares e épocas certas, o fogo pode ser benéfico e preservar o ambiente onde vivem.

Essa é uma das principais premissas do Manejo Integrado do Fogo (MIF), que pode virar política nacional caso o Projeto de Lei (PL) 11.276/2018 seja aprovado pelo Congresso Nacional – hoje, a matéria aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados em caráter de urgência. O projeto, apresentado pelo Executivo em 2018, é item prioritário de um “pacote ambientalista” que deputados federais se articulam para votar antes da próxima Conferência do Clima da ONU, a COP26, que ocorrerá em novembro na Escócia, como forma de minorar as pressões internacionais.

De acordo com o texto do site, o MIF é aplicado em maior escala pelo Prevfogo/Ibama por meio do programa Brigadas Federais (BRIFs), que desde 2014 inclui esquadrões em terras indígenas. Este ano, 45 brigadas indígenas reúnem 800 pessoas de cerca de 50 povos em 11 estados. Os brigadistas são contratados pelo governo federal por seis meses no ano, pouco antes e durante a época seca – que pode variar dependendo do bioma –, e recebem por volta de um salário-mínimo por mês (o valor é maior para cargos de chefia e supervisão).

(Fonte eCycle)

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