Bombeiros alertam para risco de incêndios em estruturas de energia solar

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Representantes dos corpos de bombeiros militares de todo o Brasil, por meio do Comitê Nacional de Combate a Incêndio (Conaci), expressaram, em carta, preocupação com os riscos envolvidos para o combate a incêndios em edifícios com estruturas fotovoltaicas, que utilizam energia solar.

O alerta foi dado em documento enviado no dia 12 de abril pelo comitê ao presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Mario William Esper.

“Diversas corporações de bombeiros do Brasil têm reportado ocorrências de princípios de incêndios a incêndios de grandes proporções em edificações, associados aos sistemas fotovoltaicos”, diz a carta, assinada pelo tenente-coronel Alysson Krüger Figueira, presidente do Conaci. A entidade é ligada ao Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil.

 

Medidas mitigatórias

 

O Conaci destacou ainda que atualmente já existem mais de 600 mil edificações no país com sistemas fotovoltaicos, cujo crescimento continua a aumentar exponencialmente. “Logo, o número de ocorrências como estas deve crescer, e deve-se ser adotada o mais brevemente possível um conjunto de medidas mitigatórias para evitar que estes eventos ocorram”.

Entre as medidas assinaladas e sugeridas estão:

  • Evolução normativa e de regulamentações para exigir a inclusão de dispositivos adicionais de proteção para estes circuitos;
  • O uso de materiais adequados e de procedimentos de comissionamento e inspeção para reduzir o número destes eventos e reduzir os níveis de risco às pessoas, caso estes venham a ocorrer.

A carta pede a “evolução normativa e de regulamentações para exigir a inclusão de dispositivos adicionais de proteção para estes circuitos”. Segundo os bombeiros, os prédios com sistemas foltovoltaicos não têm padrões que possibilitem o desligamento da corrente elétrica em caso de incêndio, o que acarreta grande risco em caso de operações de combate ao fogo.

Ainda de acordo com a entidade, foi identificado que a maioria das edificações que possuem sistemas fotovoltaicos, a tecnologia nestes sistemas emprega um circuito de corrente contínua que liga os painéis fotovoltaicos ao inversor. “A atividade de combate ao incêndio nestas edificações torna-se muito perigosa aos profissionais que estão combatendo o fogo”, alerta.

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