Mato Grosso do Sul anuncia plano de R$ 56 mi para combate a incêndios florestais

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O Mato Grosso do Sul tem um novo plano estadual de combate a incêndio florestal. Anunciado em janeiro, ele contará com um investimento superior a R$ 56 milhões para o treinamento de bombeiros e a compra de veículos e equipamentos, o que inclui um avião Air Tractor de alta precisão.

Devem ainda ser adquiridos 13 auto tanques, 12 auto bombas-tanque, 37 viaturas (caminhonetes), dois auto transporte de tropa, sete unidades de resgate, nove lanchas e, por fim, um caminhão-tanque de combustível. O objetivo é claro: conservar e preservar os recursos naturais do estado e a vida das pessoas, tão afetados após um intenso de ano de queimadas.

“Estamos dando um passo à frente com a estruturação operacional da segurança para ganharmos mais eficiência no enfrentamento de situações extremas”, afirmou o governador do estado, Reinaldo Azambuja.

O ano de 2020 foi o que mais teve registros de fogo no Pantanal – bioma cuja área encontra-se majoritariamente em território sul-mato-grossense – desde o fim da década de 90, quando o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou. De janeiro a novembro, foram apontados 21,4 mil focos de calor, mais que o dobro na comparação com o ano anterior. Segundo monitoramento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), quase 30% do Pantanal foi consumido pelas chamas.

Para não ser pego desprevenido uma vez mais, a ideia é antecipar estratégias e intensificar ações de prevenção e controle. A consolidação do plano envolve também meios eficientes de resgate de animais das áreas queimadas, e a manutenção e implantação das estradas que cortam o bioma, garantindo acesso terrestre rápido às áreas de focos de calor.

Vale lembrar que, ainda em 2020, uma comissão externa do Senado criada em resposta às queimadas divulgou um relatório com uma série de recomendações, desta vez direcionadas ao governo federal. Entre elas, a formação de brigadas de incêndio permanentes na região, bem como de reservatórios de água, o estabelecimento de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e a criação do Conselho do Pantanal — a exemplo do que já ocorre na Amazônia.

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