Estudo mostra que fumaça de queimadas tem potencial cancerígeno

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Os incêndios em áreas rurais e de preservação, que atingem anualmente o Brasil entre junho e outubro, trazem riscos para a saúde das pessoas que já possuem problemas pulmonares e cardíacos. A conclusão é de uma pesquisa feita em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, que apontou alta concentração de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos emitidos pela fumaça.

O estudo realizado pela pesquisadora Caroline Sacaramboni juntamente com a professora Maria Lúcia de Arruda Moura Campos, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), mostra que esses compostos químicos são resultantes das queimadas que acontecem na região, e que podem causar a morte de células e tem potencial cancerígeno.

A pesquisa, de acordo com matéria publicada pelo Jornal O Estado de São Paulo, vai compor a tese de doutorado de Caroline e mostra que a concentração desses hidrocarbonetos, uma classe de mais de cem substâncias químicas conhecidas pela sigla HPA, se torna muito elevada quando a cidade está imersa em uma nuvem de neblina e fumaça por causa das queimadas. A pesquisadora fez as coletas em dois pontos da cidade – o campus da universidade e a região central da cidade – usando aspiradores com filtros. Em seguida, os filtros passaram por lavagem e o líquido foi processado para a análise das substâncias contidas no material particulado do ar.

Esse estudo também envolveu a coleta e filtragem de material particulado do ar e a exposição de células de fígado às substâncias fixadas no extrato da filtragem. O resultado impressionou as pesquisadoras. Em 72 horas de exposição, houve a morte de parte das células. Em apenas quatro horas, já havia danos ao DNA, revelando o potencial de câncer.

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