Bombeiros do Mato Grosso do Sul treinam comunidades para prevenção e combate ao fogo no Pantanal

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Antecipando-se ao período climático crítico com o prolongamento da seca no Pantanal, a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Semagro) lançou um plano de ações planejadas que visa integrar todos os setores envolvidos – bombeiros, produtores rurais, comunidades ribeirinhas, Ministério Público e ONGs. Entre as primeiras ações deste plano está o cadastramento e treinamento das comunidades, que receberão noções básicas para evitar o fogo com limpeza das áreas e proteção de suas casas.

A formação dos brigadistas já está em curso em Corumbá, por exemplo, porta de entrada para o Pantanal, onde equipes do Corpo de Bombeiros, em revezamento, estão percorrendo as propriedades rurais. Além da formação das novas brigadas de incêndios, está sendo realizado um levantamento logístico para garantir acessos por terra a regiões isoladas. Há ainda o monitoramento constante das áreas críticas e o lançamento de uma nova campanha de comunicação, o “Pantanal Sem Cinzas”, um alerta sobre a iminência de mais um ano crítico e a importância de se evitar novo desastre ambiental e econômico.

O ano passado foi o que teve mais registros de fogo no Pantanal desde o fim da década de 90, quando o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou. Segundo a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), quase 30% do bioma foi consumido pelas chamas.

Para Jaime Verruck, titular da Semagro, a integração é o que possibilitará a execução de um trabalho mais efetivo na prevenção. Ele ressalta que a iniciativa de criar um plano de manejo ao fogo já começou a surtir efeitos.

Vale lembrar que o baixo volume de chuvas, inferior à média histórica para o período de janeiro a abril, e o indicativo de condições de seca para os próximos meses já levaram o governo de Mato Grosso do Sul a decretar estado de emergência ambiental em todo o Estado, pelo risco da propagação de focos de incêndios florestais.

O decreto, publicado no dia 3 de maio e válido por seis meses, amplia os poderes das forças de segurança para que possam agir na prevenção, combate e salvamento de vítimas de incêndios florestais – elas poderão, por exemplo, em caso risco eminente, “penetrar nas casas, para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação”. O decreto ainda permite que o governo estadual contrate ou adquira bens ou serviços em caráter emergencial. As fiscalizações para coibir desmatamento e queimada ilegais também devem ser reforçadas.

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