Resiliência do Pantanal é influenciada pela adaptação em lidar com o fogo, aponta estudo

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Os incêndios que o Pantanal enfrenta recorrentemente estão alterando o ciclo de resiliência do bioma em relação a cheias e secas, além da influência da crise climática, com altas temperaturas e interferência direta no período de chuvas e acentuação da seca. Vale lembrar que 84% da vegetação nativa preservada está no Pantanal sul-mato-grossense, sendo considerado o mais preservado do mundo.

É o que aponta um estudo científico que tem como base reunir dados e identificar o comportamento do bioma após o período de incêndios, sendo apoiado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Instituto de Meio Ambiente do estado (Imasul) e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia estadual (Fundect), ligados a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), realizado desde 2021.

“Queremos identificar a melhor época para fazer o manejo, qual o intervalo adequado. No Cerrado é de dois a três meses, mais ou menos, mas no Pantanal ainda não temos essa informação. Muito mudou no bioma após o fogo intenso de 2020, e por isso avaliamos a situação no início, meio e fim da estação seca, quais as diferenças em cada período e quando seria ideal fazer a queima de áreas para evitar os grandes incêndios no futuro”, explica um dos pesquisadores, Geraldo Damasceno Júnior, doutor em biologia e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

 

Resiliência e o papel dos bombeiros

 

Com vegetação sucessível ao fogo, o bioma enfrenta a maior seca dos últimos 70 anos. Isso reverbera na sua resiliência, pois em números, foram mais de 2 milhões de hectares queimados em 2024 e, fazendo um comparativo do mesmo período de 2020, foram destruídos 801 mil, informa a CNN.

Para monitorar tal cenário, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) conta com bases avançadas ativas, em áreas de difícil acesso para facilitar o deslocamento das equipes que atuam no controle e extinção de chamas, além de um trabalho intensivo de comunicação e educação em comunidades locais com ações preventivas em propriedades rurais e parques estaduais.

“O ano de 2024 foi o mais crítico quando comparado a este ano de 2025. Porém, as chuvas estão bem irregulares. E a previsão indica que as chuvas tendem a ficar abaixo da média histórica nos próximos meses”, alerta Valesca Fernandes, a meteorologista e coordenadora do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec).

 

Foto: Álvaro Rezende/Secom, MS

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