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Rio de Janeiro ainda segue Coscip da década de 1970

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Nos últimos tempos, o Rio de Janeiro foi palco de incêndios de grandes proporções, como o do CT do Flamengo e o do Museu Nacional. Mesmo assim, e talvez por isso, o estado continua seguindo um Código de Segurança contra Incêndio e Pânico (Coscip) de 1976. A situação contrasta, por exemplo, com a de outros estados, que têm frequentes publicações desse tipo de documento.

Em dezembro de 2018, foi concluído um novo código, mas que só entrará em vigor em junho deste ano, quase 43 anos depois do anterior. De acordo com Marcio Ferreira, especialista em combate a incêndios, o Coscip da década de 1970 recebeu uma série de adendos ao longo dos anos, o que fez com que ele ficasse confuso e sem a clareza necessária, trazendo dificuldades à estruturação de um projeto de prevenção eficiente.

“Uma medida simples que poderia ajudar a diminuir o número de incêndios seria um registro do número de ocorrências desse tipo no País. Ele serviria como base para estudos para a prevenção de acidentes”, considera. Outro ponto citado pelo especialista é o uso de detectores independentes, como acontece nos Estados Unidos – a peça custa em média dez dólares (R$ 37,3). “Nenhum código de segurança de estados brasileiros exige a implantação da peça, que contribui para a diminuição de mortes de pessoas em incêndios durante o período do sono”, diz.

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