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Fomento à educação é ordem do dia na área de “segurança contra incêndio”

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Em junho, a diretoria de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) reconheceu a inclusão de “segurança contra incêndio”como área de conhecimento. Esse marco representa um avanço na agenda do Instituto Sprinkler Brasil (ISB) e da própria Frente Parlamentar Mista de Segurança Contra Incêndio (FPMSCI), que tem como pleito o avanço da discussão sobre “incêndios e precauções” no meio acadêmico.

A pauta “educação x segurança contra incêndio” é uma discussão anterior e faz parte da lista de pleitos da Frente e do ISB. Em 7 de dezembro, durante a sétima reunião do conselho consultivo da FPMSCI, realizada no Congresso Nacional, em Brasília (DF), o assunto voltou à tona com a realização do eixo “Criação de cursos para a formação de engenheiros de segurança contra incêndio”. De acordo com o diretor geral do ISB, Marcelo Lima, é crucial que haja fomento ao debate sobre o tema em graduações e pós-graduações.

Presente na reunião, o coronel George Cajaty Barbosa Braga, membro do conselho consultivo da FPMSCI, ressaltou que uma possível adversidade poderia ser a ausência de profissionais docentes que poderiam lecionar o conteúdo. O profissional sugeriu o formato de educação a distância como uma solução. Coronel Cajaty ainda reforçou a importância da qualidade do conteúdo oferecido. “Ensinar errado é pior do que não educar”, salienta.

Na relação de avanços já conquistados, vale pontuar que, em 2018, a plataforma de EAD da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) disponibilizará o curso “Introdução à Tecnologia de Chuveiros Automáticos para Controle de Incêndios”, em parceria com o ISB. Com carga horária de 60 horas, o conteúdo é direcionado principalmente aos corpos de bombeiros, podendo atingir também outros agentes que militam na área de segurança pública no Brasil e que se interessem pelo tema.

Em vigência há dez anos, a pós-graduação em “Segurança Contra Incêndio” da PUC-PR, em Curitiba (PR), é um bom exemplo de como o fomento ao conhecimento só gera bons resultados. Coordenada pelo Major Ivan Ricardo Fernandes, do Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Paraná, a extensão capacitou mais de 100 profissionais, divididos em oito “safras”, contando com alunos do Brasil inteiro. A próxima turma começa em março de 2018.

“Na graduação, não temos uma carga específica de segurança contra incêndio. Mesmo se tivéssemos, uma única disciplina seria pouco. É necessário aprofundamento. A Lei 13.425 – também conhecida como Lei Kiss – demanda que o conteúdo seja incluído em disciplinas já existentes. No entanto, o tema é multidisciplinar, é preciso ir além”, afirma o coordenador.

As aulas são quinzenais e contam com 14 módulos, entre eles, legislação nacional e internacional; análise de risco; dimensionamento de sistema preventivo por hidrante; sprinkler; detecção e alarme incêndio; para-raios; saídas de emergência e escadas enclausuradas; controle de fumaça; entre outros.

De acordo com Major Ivan Ricardo Fernandes, a ideia de fazer essa especialização lato-sensu se deu quando fazia o TCC na faculdade de Engenharia Civil, momento marcado por pesquisas e visitas periódicas ao Corpo de Bombeiros do Paraná. “Notei que alguns erros operacionais ocorriam por falta de conhecimento específico do tema”, afirma. Atualmente, o coordenador aponta outro calcanhar de Aquiles: a ausência de corpo docente. “A falta de cursos de pós-graduação na área gera a falta de multiplicadores. Uma solução encontrada pela PUC foi a utilização de ex-alunos da especialização, com titulação de mestrado e doutorado, na docência dessa pós”, ressalta.

 

Comment(2)

  1. Muito Bacana a notícia, a área acadêmica ainda será o grande calcanhar de Aquiles por muitos anos, se as instituições/ órgãos não começarem a disponibilizar cursos de pós graduação, mestrados e doutorados, ainda que com Engenheiros, Bombeiros que possuam apenas graduação ou pós na área.
    Mas creio que para se ter uma familiarização melhor, este conteúdo deveria ser inserido nas escolas nos primeiros anos…

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