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Bombeiras discutem aspectos de gênero e carreira em painel do Senabom

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O painel `Sou bombeira e sou mulher: processo de trabalho e os aspectos de saúde ligados à profissão’ foi um dos destaques da programação científica desta quinta-feira (09), do Seminário Nacional de Bombeiros (Senabom), realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB), no Centro de Convenções de João Pessoa.

De forma geral, a criação e ações do Comitê Nacional de Mulheres, formado recentemente, foram referenciadas no painel. Com cinco eixos de atuação: legislação, ensino e instrução, estrutura física e qualidade do treinamento físico, da saúde e da qualidade de vida, o comitê foi visto como um grande avanço para a mulher bombeira.

Uma das palestrantes, a major Elaine Khristine Rocha, da corporação de Alagoas, iniciou as discussões, apresentando as diferenças fisiológicas entre homens e mulheres e como o meio militar deve ser adaptado para isso. No entanto, a oficial ressaltou que como o ingresso feminino foi tardio nos Corpos de Bombeiros ainda enfrenta-se um ambiente com desenvolvimento tecnológico, seja de equipamentos ou recursos materiais, pensado em um único tipo de força.

“Atualmente o público feminino não tem recursos apropriados a sua estrutura física para desenvolver seu trabalho de forma adequada”, opinou. A tenente coronel Jousilene de Sales, vice-presidente do comitê e integrante do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, ressaltou a importância desse instrumento de deliberação e união entre as mulheres bombeiras.

“A proposta do comitê é conversar não só em nível de Estado, mas em nível Brasil, a fim de padronizar todos os direitos e benefícios para que nós, bombeiras militares, possamos usufruir de melhores condições”, destacou. Encerrando as apresentações do painel, a coronel Vanísia de Souza Santos, da coirmã de Roraima e presidente do comitê, pontuou que ao longo dos anos observaram-se mais mudanças em termos de estrutura do que de consciência, no que diz respeito ao reconhecimento da presença da mulher nas corporações.

“Temos 54% de mulheres preparadas no mercado de trabalho, mas apenas 30% estão efetivamente nos cargos merecidos. Mas acredito que as coisas tenham melhorado, o fato de o comitê existir é uma prova disso. Isso quer dizer que nossos comandantes atuais entendem que é necessário discutir pautas específicas de gênero, adequar a instituição para mudanças sociais”, afirmou a coronel, a primeira bombeira combatente a alcançar o maior posto dentro dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil.

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